Arquitetura Esportiva
por Paulo Eduardo Tonin.
A arquitetura e o esporte estão diretamente ligados numa trama de virtudes e potencialidades. Estádios têm o poder de atrair investimentos para a região onde estão localizados, firmando o esporte como importante fator econômico.
O futebol movimenta cerca de 250 bilhões de dólares por ano, sendo 12 bilhões gerados no Brasil.

- Estádio Nacional de Pequim também conhecido como ninho de pássaro, construído para a olimpíada de 2008 – Imagem de Yang Liu/Corbis

Além da importância financeira, o esporte promove o bem-estar do ser humano, a saúde e a cultura. Esporte é lazer, e um dos setores que mais proporcionam melhoria de vida no perfil da sociedade de classe mais baixa do país.
Espaços destinados à prática do esporte demandam alto conhecimento específico para a realização de bons projetos. Além do conhecimento técnico geral do arquiteto, é necessário que este entenda das especificidades de cada esporte, seu funcionamento e regras. Além disso, os custos para tais edificações costumam ser muito altos, o que torna essencial que a concepção do projeto seja a mais correta possível. Uma boa arquitetura esportiva é aquela que modela o espaço considerando todas as particularidades.
O Brasil sediará a Copa do Mundo em 2014, evento importante não só para a comunidade esportiva, mas também de grande popularidade. Além da sua intenção primordial de entretenimento, este tipo de evento possibilita que governos, juntamente com a iniciativa privada, agilizem processos de qualificação urbana e regional, tanto nos aspectos ambientais, quanto sociais, econômicos, culturais e espaciais.
Bons exemplos são Barcelona, Lisboa e Milão, cidades que quando receberam grandes eventos internacionais souberam aproveitar o momento para reunir um conjunto rico de experiências arquitetônicas e urbanísticas. A escolha do Brasil como sede da Copa de 2014, mais do que um fato esportivo, trará junto a chance da realização de importantes benfeitorias, sobretudo em áreas como a arquitetura e o planejamento urbano. Entende-se por aí aspectos como iluminação, mobiliário urbano, interiores e paisagismo de espaços públicos e semi-públicos, além da renovação de toda infraestrutura urbana.
Dezessete estádios brasileiros foram pré-selecionados para a Copa de 2014. Dos 17, apenas 12 foram escolhidos para os jogos oficiais do Mundial. Para a escolha dos estádios brasileiros, que atendem entre 45% e 60% das exigências européias atuais, levaram-se em conta diversos itens, tais como: conforto, segurança, acesso, capacidade de público, instalações para árbitros e espectadores e o edifício em si, através de uma inspeção visual – a situação da estrutura e das instalações elétricas, o desempenho do sistema de drenagem, entre outros.
Segundo Carlos de La Corte, arquiteto responsável pela inspeção dos estádios, deve haver uma onda de modernização de estádios, e não só aqueles que participaram de eventos: outros vão se adequar, quando observarem a viabilidade financeira e os clubes tiverem rentabilidade maior.
Nesta série, serão detalhados os projetos dos 12 estádios escolhidos para representar o Brasil na Copa do Mundo: Arena da Baixada, Arena das Dunas, Arena Recife, Beira Rio, Castelão, Fonte Nova, Maracanã, Mané Garrincha, Mineirão, Morumbi, Vivaldão e Verdão.
Tags:2014, arquitetura esportiva, Copa 2014, estádio, estádios, série estudante









Você sabe o que é
Você sabia que o
São centenas de
Design, alto padrão, tecnologia e perfeição fazem parte da nossa seleção de














ótimo texto…. conciso e sutil! Congrats!
[...] pode ficar ainda mais bonita do que a grama de verdade, por causa da sua cor e espessura. Além de campos de futebol, é muito utilizada em salas e parques infantis, porque ajudam a proteger a criança em caso de [...]