Dorte Mandrup-Poulsen – Pela sustentabilidade de Copenhague
Dorte Mandrup-Poulsen é dona do escritório Dorte Mandrup Arkitekter, em Copenhague, na Dinamarca, escritório esse que baseia suas atuações em uma constante investigação de novas alternativas sustentáveis à Arquitetura. Na palestra proferida no II Simpósio Internacional de Arquitetura e Urbanismo, em Curitiba, ela falou um pouco sobre essa questão. Dorte Mandrup colocou como base do seu raciocínio a cidade onde nasceu, Copenhague, que tem 5 milhões de habitantes e quer fugir dos efeitos a que são submetidas as grandes cidades.
Por ter uma topografia plana, venta muito na Dinamarca, aliado a isso está o fator de que o país está localizado no extremo do Hemisfério Norte e, por isso, há muito gasto com energia no aquecimento das casas. Outro fator que influi diretamente na arquitetura das residências dinamarquesas são as rachaduras provocadas pelas fortes geadas e pelas grandes oscilações de temperatura que ocorrem durante o ano e que se transformaram no grande desafio dos arquitetos daquele país.
Algumas soluções e sugestões foram encontradas pelos arquitetos dinamarqueses, entre elas uma lei que exigirá um planejamento sustentável de todas as novas áreas e construções erguidas no país, essa medida faz parte dos planos para transformar Copenhague na primeira capital do mundo neutra em carbono até 2025. Mandrup diz que “arquitetura não são só prédios” e que “é preciso preencher os bolsões da cidade, aproveitar ao máximo possível as áreas verdes e fazer com a água permeie as ruas em forma de canais”, ela enfatiza também que cada cidadão de Copenhague não irá a qualquer ponto da cidade sem que veja ao menos uma árvore.
Segundo a arquiteta, a sustentabilidade tem que ser a chave para todos os novos projetos e o objetivo principal de tudo isso é deixar Copenhague na classe de energia 1, ou seja, com emissões baixíssimas de carbono. Mas alguns obstáculos ainda têm que ser ultrapassados para que a capital dinamarquesa se torne a primeira capital do mundo neutra em carbono e uma delas diz respeito diretamente à Arquitetura, trata-se de renovar os prédios mais antigos do centro da cidade, a intenção nesse caso é utilizar o policarbonato e transformar a madeira em um material secundário de construção. Isso porque o policarbonato é altamente sustentável, é barato para ser transportado e usa pouquíssima energia, a única desvantagem é que ele queima à apenas 300 graus, o que seria compensado, segundo Mandrup, pela maior união das pessoas com o uso do policarbonato, isso porque ele é um material transparente e admite, por exemplo, que ele seja usado em ginásios de esporte, o que permitiria que as pessoas que estão do lado de fora pudessem ver o que quem está dentro está fazendo e assim juntar-se a elas.
Tags:arquitetura, copenhague, dorte mandrup poulsen, simpósio, sustentabilidade






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