Olho Direito
A faculdade. Etapa que marca a grande ruptura no olhar alienador do ensino médio, direcionado apenas a objetivar o sucesso nos processos seletivos do vestibular, iniciando-se o desenvolvimento de um olhar “universalizante” sobre o mundo ao nosso redor.
Consiste na pedra fundamental para alicerçar o conhecimento sobre uma carreira específica, edificando-se um profissional qualificado que percorrerá os sinuosos caminhos de um mercado de trabalho cada vez mais sobrecarregado. Os jovens brasileiros, diante da cobrança pela entrada no mercado de trabalho cada vez mais cedo, são obrigados a escolher uma carreira aos 17 anos!
Digo isso, pois acabo de passar por tal etapa, e confesso que ainda estou atordoado pelo turbilhão de dúvidas e contradições que passam pela mente de um pré-vestibulando, seja no terceirão ou no cursinho. Agora, o ponto que mais me incomoda é a escolha da profissão, uma difícil decisão, principalmente para aqueles que não têm contato com profissionais da área escolhida, como foi meu caso. Uma série de dúvidas bagunçou meus pensamentos por muito tempo: por que arquitetura? O que eu posso fazer como arquiteto? O que é arquitetura? Como é o curso, e o mercado de trabalho? E outras tantas com as quais os que desejam enfrentar os caminhos da arquitetura devem estar se deparando. Pois aqui estou, de cara limpa, disposto a dividir minhas experiências arquitetônicas com aqueles que estão passando pelo cascalho lamacento do vestibular.
Confesso que com o pouco tempo na faculdade ainda tem muita novidade pra falar, mas uma coisa que já dá pra entender logo nos primeiros dias de aula é que arquitetura é um vírus, que se alastras rapidamente, sobe à cabeça e o pior de tudo: não tem cura! Com todos os sentidos aguçados, o aluno de arquitetura começa a vivenciar a cidade, e perceber que, de tudo aquilo que se vê, pode-se ver muito mais além. O “reaprender” a ver; o aprender a comover, faz parte do aprendizado que mudará para sempre seu jeito de ver o mundo, e de viver nele.
Fico na expectativa de poder ajudar jovens nessa fase de difíceis escolhas, e poder contaminá-los com um pouco desse vírus, arquitetando uma epidemia incontrolável. Deixe a arquitetura te contaminar!
Tags:André Romitelli, arquitetura, escolha, estudante, o novo, série estudante, Série: O Novo, vestibular
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Achei muito booa sua estréia
Tambem me pego descobrindo a cidade de vez enquando…
mentira…ficoo doidoo andando por aii de olho em toda edificação
que passa por mim…!
abraaço
Parabénsss André!
fiquei muito feliz com noticia!!! texto maravilhoso como sempre =)
beijos titi
Realmente, tenho que concordar que o jovem chega despreparado para escolha de seu futuro profissional, com a mente imersa em um mundo de mitos e propaganda enganosa.
Talvez se os jovens tivessem uma melhor orientação nessa aspecto não veríamos turmas de formandos de determiandos cursos de universidade públicas compostas de 4 ou 5 alunos.
[...] que aluno de arquitetura parece estar sempre cansado. Mas não poderia ser diferente! Como dito no post anterior, a arquitetura é um vírus que contamina e não tem cura. Agora que você está contaminado, não [...]
Belo trabalho, Decão!! Vejo que você continua engajado, com o mesmo espírito de quando te conheci no colegial!
Apesar de eu não estar fazendo arquitetura, só posso confirmar as suas perspectivas sobre as inúmeras dúvidas de um vestibulando!
Keep rockin’, man!
Abraços Tinóps